Uns dizem que palavras são só palavras
que se esvaem facilmente...
Há quem diga que são fortes, uma vez proferida
não há como remediar !
Nesse caso a cautela é bem-vinda,
pois podem ferir... afugentar...
ou não! Fortalecem o que fraco se julgar.
Há palavras de poder...
Ora!
A palavra PALAVRA, essa mesmo,
houve um tempo de valor inestimável, a palavra de alguém era
“A PALAVRA”,
garantia de verdade, compromisso, fidelidade.
- Ainda creio neste valor inestimável... -
Há quem brinque com as palavras, com seus plurissignificados,
na semântica dos versos, frases, ambiguidades, verdades invertidas,
inverdades construídas...
quem pode com as palavras?
São absolutas, mas capazes de confundir, invadir os espaços
vagos do pensamento,
que mentaliza coisas ditas, não ditas, pronunciadas no silêncio,
num olhar,
num gesto... num verso de uma canção... no pulsar de um coração.
Palavras, muitas vezes, são até desnecessárias, mas insubstituíveis
para trazer à realidade
as diversas facetas da linguagem...
A ausência
O amor não termina no adeus;
no fim do instante do último olhar;
na distante imagem do "ir" gravado na retina;
na inconstante dúvida do partir ou ficar.
Por mais que difícil pareça
O Ser Amor em sua infinita grandeza,
Constante e imutável
Em tempo algum se findará.
Se a saudade instala a dualidade:
ser no estar e ausência no sonhar,
que resta ao que ama senão o esperar,
que a força do que existe,
vença o que longe se faz encontrar.
O silêncio da noite me diz:
o amor em você está a me procurar...